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A Associação Brasileira dos Descendentes de Judeus da Inquisição (ABRADJIN) é uma iniciativa cultural (em processo de registro) criada e dirigida sem finalidade econômica ou lucrativa, sem número limitado de participantes, tendo como objetivo principal auxiliar todo interessado em descobrir e, eventualmente, restaurar suas raízes judaicas caso acredite ou tenha evidências de procedência judaica portuguesa, espanhola ou mesmo de outros países, como Holanda, Marrocos, etc; e cujos antepassados, por causa da Inquisição, tenham vindo para o Brasil a partir do século XVI.
A Associação Brasileira dos Descendentes de Judeus da Inquisição (ABRADJIN*) é uma iniciativa cultural (em processo de registro) criada e dirigida sem finalidade econômica ou lucrativa, sem número limitado de participantes, cujo objetivo principal é levar o conhecimento da grande influência judaica no período de colonização do Brasil através de livros, artigos, documentos, registros históricos, memoriais, etc. Através de seu material bibliográfico, a ABRADJIN auxilia possíveis descendentes de Judeus perseguidos durante o período da Inquisição no Brasil, Portugal e Espanha, a descobrirem ou compreenderem melhor suas raízes étnicas e culturais.
Especificamente, esta associação também ressalta a influência relevante que povo judeu, representado aqui em grandes proporções pelos cristãos-novos, tiveram tanto na colonização do Brasil como na formação étnica e cultural do povo brasileiro.
Por "cristãos-novos" referimo-nos aos judeus forçados à conversão à fé católica na Península Ibérica (Espanha em 1492, Portugal em 1497); uma parte significativa desses conversos passaram a praticar a fé judaica em segredo, sob risco de morte nas fogueiras da Inquisição, e o termo tornou-se um estigma que os diferenciava dos "cristãos-velhos" sem origens judaicas; os praticantes do cripto-judaísmo ficaram conhecidos também pelo nome pejorativo "marrano". Em busca de regiões com maior tolerância ou menor vigilância por parte do Tribunal do Santo Ofício, os cristãos-novos espalharam-se por várias localidades, destacando-se as colônias nas Américas.
Assim, dentre os povos que colonizaram o Brasil, os judeus sefaraditas, portugueses e espanhóis se destacaram grandemente. Cobertos sob o manto da clandestinidade e do segredo, eles mantinham práticas cristãs em público, mas preservavam sua identidade judaica na intimidade e reclusão de seus lares. Com as constantes denúncias e o acirramento da perseguição por parte da Inquisição, bem como a impossibilidade da vida judaica comunitária e aberta, os cristãos novos perderam paulatinamente sua memória e a transmissão entre as gerações dos valores religiosos e culturais do judaísmo, permanecendo atualmente apenas resquícios de práticas e tradições familiares diluídas nas vidas das famílias descendentes dos cristãos novos.
É preciso ressuscitar a memória desses fatos importantes da história para resgatar as raízes e tradições que contribuíram para a formação de nosso país, visando entender nossas próprias características e peculiaridades. Acreditamos que é um direito legítimo de cada cidadão conhecer suas origens e costumes de seus antepassados, compreendendo assim o presente de forma mais plena. É neste contexto que a ABRADJIN atua: auxiliando através de seu material de pesquisa os interessados em conhecer mais a respeito dessa lacuna da história brasileira tão negligenciada nas instituições educacionais de nosso país.
* A ABRADJIN não fornece nenhum tipo de atestado de ascendência Judaica ou judaicidade.
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